CASE DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

BANCO VOTORANTIM

Banco Votorantim

Com uma oferta segmentada na área de financiamento de veículos, o Banco Votorantim quer aproveitar a janela de oportunidade aberta pelas fintechs e pela disposição dos clientes de conhecer novas ofertas de serviços financeiros, para conquistar novos consumidores. Para isso, vem diversificando a gama de serviços ao longo dos últimos anos. Já oferece cartão de crédito e seguro de automóveis e dá início a projetos mais ousados de open banking e parcerias com fintechs, em iniciativas que intensificam a oferta de novos serviços digitais.

A aposta na inovação, com o desenvolvimento de novas soluções, requer, no entanto, uma retaguarda que privilegia a agilidade, seja imune a falhas e apresente garantias de segurança. Um espírito que levou a instituição a recorrer à parceria com a integradora de sistemas Vita IT para desenvolver um projeto de conectividade capaz de elevar a infraestrutura do Banco aos patamares compatíveis com a atual demanda de agilidade dos negócios. “A Vita IT é o nosso parceiro em todas as ações envolvendo Cisco”, diz Diego de Oliveira, especialista de TI da BV Financeira.

O projeto nasceu a partir de uma necessidade de atualização do núcleo de rede, com novos switches. “Não queríamos apenas trocar equipamentos. Já que tínhamos que investir, que fosse em algo inovador e que atendesse a orientação de automação, que vem sendo perseguida pelo Banco há cerca de dois anos”, comenta Victor Francisco de Souza, coordenador de Engenharia de Projetos do Banco Votorantim.

Assim, com a integradora de soluções Vita IT, o BV desenhou o primeiro projeto de implementação da arquitetura Cisco DNA (Cisco DNA – Digital Network Architecture) no Brasil. A arquitetura automatiza a infraestrutura de TI, dando visibilidade a ações de usuários e aplicativos, e permitindo o monitoramento dos próprios equipamentos de rede, para bloquear ameaças à segurança e entregar automação capaz de atender às necessidades dos negócios.

A implementação foi realizada em um dos andares do prédio que abriga a sede do BV, em São Paulo. Batizado de “Andar Modelo”, o ambiente terá o que há de melhor em tecnologias envolvendo conectividade, segurança, automação e gerenciamento e será expandido ainda este ano para todo o edifício.

O BV e a Vita entenderam que era preciso dominar a nova tecnologia antes de extrapolar a integração para toda a instituição. “O projeto tem o envolvimento das equipes do BV, da Vita IT e da Cisco. É algo muito novo para todos. A Vita foi crucial para a evolução do projeto, porque compreendeu a oportunidade que tínhamos em mãos e destacou os profissionais mais bem preparados para acompanhar esta iniciativa”, declara Victor Souza.

Dentre as prioridades listadas pelo BV estava, por exemplo, a automação da rede local (LAN Automation). No ambiente convencional, a configuração de equipamentos é feita um a um, geralmente iniciando pela parte de rede e, em seguida, se ativam os protocolos de segurança. “Este trabalho manual é passível de erro”, diz Oliveira.

Segurança e controle

Inserido na solução, o componente de gerenciamento e orquestração Cisco DNA Center controla toda a infraestrutura de switches, roteadores e pontos de acesso sem fio. Com o DNA Center, o tempo para preparar o lançamento de uma filial ou um novo escritório, por exemplo, pode cair de meses para apenas alguns minutos.

Para demonstrar os benefícios da arquitetura para o BV, a Vita IT fez um estudo sobre o custo de parada da rede e o tempo para a resolução de problemas. Especialmente no quesito tempo, o objetivo do DNA é reduzir o período dispendido na solução de problemas operacionais e, por consequência, o tempo de downtime da rede e os custos operacionais. A integradora identificou que o tempo de solução de problemas no BV deve cair de 30 minutos (sem o DNA Center) para seis minutos com a nova infraestrutura.

No atual ambiente de alta velocidade nas decisões, grandes volumes de dados ativo, ameaças digitais e a tendência do trabalho remoto cada vez mais presente entre as corporações, a equipe de infraestrutura do Banco viu no Cisco DNA a oportunidade de atender a vários requisições e tendências com a nova implementação. “Conhecemos o Cisco DNA em um dos eventos internacionais da Cisco, e a Vita IT nos deu apoio total no processo de compreensão da nova arquitetura, concepção do projeto, negociação com a Cisco e agora na implementação”, diz Oliveira.

Os parceiros querem fazer da iniciativa uma referência para o Banco. Como diz Oliveira: “automação e agilidade ajudam a suportar o negócio. Em se pensando em infraestrutura de TI, precisamos deixar os processos fluírem com segurança e controle”. A aplicação vai facilitar a visibilidade e o controle de segurança operacional do BV. Segundo Oliveira, “a Cisco DNA automatiza o que é difícil de manter manualmente”, completa o executivo.

A previsão é que o ambiente implementado no “Andar Modelo” esteja em todas as instalações do BV ainda este ano. A conclusão do projeto também vai possibilitar que os colaboradores utilizem seus dispositivos pessoais, implementando o Bring Your Own Device (BYOD, traga seu próprio dispositivo, em tradução livre). Hoje eles só podem se conectar à rede corporativa a partir de equipamentos do BV, mas o banco passa por um processo de adoção do home office, trabalhando em um modelo virtualizado, no qual o DNA será crucial na garantia da segurança e compliance da instituição.